- Bom dia.
- Bom dia. Posso ajudar? - pergunta a vendedora enquanto a jovem olhava os vestidos na arara.
- Eu quero um desse!! - gritou Elizabeth Cristina quando encontrou o modelo que procurava.
- Pois não. Ele custa... - tentou informar a moça.
- Não quero nem saber. Eu pago o que for por ele. Posso sair vestida nele?
- Claro, deixa só eu tirar a etiqueta para a senhora - disse a vendedora já assustada, sem entender o motivo de tanto alvoroço. O vestido era bonito, mas simples. Elizabeth Cristina pagou o vestido, que nem era tão caro assim, e saiu feliz e saltitante pela rua.
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Se eu soubesse de que loja era aquele vestido, meu nome certamente estaria na cena acima.
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Aproveitei meu dia de folga - uma sexta-feira todinha para mim - para resolver pequenas pendências. Uma delas era comprar um esmalte de tratamento para as minhas pobres e frágeis unhas na única loja da cidade que vende o produto, em Ipanema. Logo de manhã, assim que o comércio abriu, fui com minha mãe até lá, a pé. Na volta, já em Copacabana, na altura do Roxy, uma moça de cabelos louros, presos em um rabo-de-cavalo, andava uns dez passos à nossa frente com um vestido lilás até a altura dos joelhos. O que me chamou a atenção foi a cor do vestido - além de rosa, eu e Domitila adoramos lilás -, e o fato da menina estar gordinha. Reparei que nas costas havia uma pequena etiqueta laranja, mas de onde eu estava não dava para identificar de que loja era.
Muito bem. Quando chegamos em frente às Lojas Americanas, resolvemos entrar e acabamos perdendo a moça de lilás de vista. Quando saímos, advinha? Passa por mim, correndo, uma moça de cabelos louros, presos em um rabo-de-cavalo, com um vestido lilás até a altura dos joelhos e uma etiqueta laranja nas costas... MAS UNS 10 QUILOS MAIS MAGRA!!
Das duas uma: ou a andança fez a menina secar ou o vestido fez o trabalho. Como eu andei o mesmo tanto que ela, quem sabe até mais, e não perdi nem meio quilo, só pode ter sido o vestido, só pode! Eu queeeeeeeeeeeeeeero!
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