sábado, 29 de abril de 2006

Coisas que me emocionam

Muitas coisas me emocionam. Eu finjo ser durona, faço comentários irônicos para não deixar que as lágrimas cheguem aos olhos, mas eu sou a maior manteiga derretida que eu conheço. É verdade que já melhorei muito. Fruto de muito esforço físico para conter o choro em diversas situações. No entanto, nem sempre é possível impedir que, pelo menos, os olhos brilhem.

Já chorei de alegria, de raiva, de tristeza, de dor. E também por me sentir injustiçada ou incompreendida. Por várias vezes chorei com filmes, livros, amigos. Acho que até com anúncio, ainda que não me lembre de nenhum em especial (ufa). E, apesar de noticiar todos os dias episódios de violência e absurdos, ainda me pego com lágrimas nos olhos diante de alguns casos.

Mas que sensação boa sentir os olhos quase transbordarem aos ver dezenas de crianças - muitas mesmo - correrem ansiosas em direção a enormes cestos cheios de livros, transportados por um burrico enfeitado, em alguma cidadezinha do Maranhão. Sério. Fiquei tão emocionada com aquelas carinhas ávidas por histórias que nem ouvi direito como aquilo acontece. Só sei que um senhor empresta o burrico, o outro empresta o cesto, o outro... e no final, até os adultos que não sabem ler se sentam para ouvir histórias que falam de outras realidades contadas no meio da rua.

Piegas? pode ser. Mas que dá uma esperança, isso dá!

2 comentários:

Anônimo disse...

Dá mesmo, Fadinha! Só é triste pensar que aquelas que têm mais facilidade de acesso aqui na cidade grande nem sempre são ensinadas a usufruir o prazer da leitura... Mas histórias assim acalentam a alma, sim, e nos fazem crer que nem tudo está perdido...

Anônimo disse...

ai, Fa. Como é bom saber de uma história como essa. E como é bom chorar por causa dela.