quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A velhinha e a boneca

Parada no trânsito na Av. Mem de Sá, no Centro, à caminho do trabalho, uma mancha amarela na janela do primeiro andar de um dos prédios, me chamou a atenção. Uma velhinha de cabelos compridos e bem branquinhos segurava uma boneca, um daqueles bebês, com roupinha amarela. De cara, achei que fosse um bebê mesmo. Logo a senhorinha entrou e foi aparecer em outra janela, a do quarto provavelmente. Ela levantava o bebê e mostrava a ele a rua. Sorria, feliz, e conversava com a "criança", que tinha uma expressão alegre também. Nem se incomodava com quem assistia a tudo da janela do ônibus. Depois de algum tempo, a mulher sentada ao meu lado riu. Ela também estava observando a cena. E o ônibus voltou a andar...

Um comentário:

Gileade disse...

Que lindo... Quanta poesia podemos ver em cenas tão cotidianas quanto esta, não é?